sábado, 26 de maio de 2018

Subsolo Rock Festival II: Pluralidade Musical Marca Segunda Edição do Evento

A cidade de Tubarão, no Sul do estado, foi palco de mais uma edição do SubSolo Rock Festival, evento protagonizado pela mídia especializada independente O SubSolo. O lugar escolhido foi o preciossímo Congas Music & Beer, no bairro Congonhas.





A tarde de sábado estava muito fria, aconchegante e chuvosa casando muito bem com os sons propostos pelas bandas que iriam se apresentar. Oito grupos advindos de várias cidades distintas contemplando apenas um intuito, difundir a música autoral e expor seus respectivos trabalhos.

É preciso salientar que no evento, reuniram-se diversas mídias com seus representantes, inclusive fora gravado um vídeo com todo pessoal da imprensa. Representando a mídia O Subsolo estavam Jordana Aguiar, Maykon Kjellin e Vinicius Albini-Saints, o Cultura Em Peso por Iuri Cremo. De Criciúma, A Hora Hard com Daniel Russo e Michel Spadel, além do Eu Apoio O Rock/Metal Nacional com Murilo França, do litoral sul Esporro Sonoro e Underground Extremo por Carina Langa e Luiz Harley Caires, e por fim advindos de Lages nós e o Viva La Cena por Hamon Ataide.

Outro ponto a ser frisado são a presença de bandas que não estiveram no cast, porém foram prestigiar e apoiar o festival. Desses grupos cabe destacar a AbomiNação de Lages – SC, as Vetor Unitário, Attitude HC, DeadNation, P115 e a Texas Funeral Blues de Tubarão – SC e a Barba Rala de Santa Rosa do Sul – SC.

Ao começar o fest, houveram alguns problemas elétricos relacionados ao mal tempo, porém isso não influenciou no decorrer da noite. A Mary’s Secret Box, devido a alguns problemas de cunho pessoal, não pode se apresentar e em virtude disso a Peltstrok foi a segunda banda a se exibir.

Os lageanos da Cártamo foram os primeiros a subir ao palco do SubSolo Rock Festival. Depois de mais de cinco horas de viajem, 160 km rodados e uma queda de energia que atrasou o show, os músicos mostraram que ainda tinham disposição de sobra. Trazendo uma reformulação da antiga New Drive, a banda apresentou uma sonoridade singular, que mescla Rock Alternativo e Hardcore. A banda executou um repertório autoral, trazendo músicas de seu primeiro trabalho, o EP “Poesias do Cárcere” (2017), além da faixa “Incinerador”.

Logo em seguida foi a vez da Dark New Farm entrar em cena. Com pouco mais de um ano na estrada, os músicos de Nova Fazenda já possuem um público fiel e passagem em grandes festivais e casas de shows (como Fatboo Studio, Laguna Metal Fest e logo mais Rock In Hell do Campo). A banda não decepciona quando o assunto é energia em palco, trazendo no setlist covers de Korn, Alkanza e Sepultura (que contou com a participação de Calone, vocalista do Bonde do Metaleiro). Porém é na performance das músicas autorias que a Dark New Farm demonstra todo seu peso e originalidade. As faixas “La Patria! La Fábula!” e a recente “Madre” se caracterizam pela composição e o instrumental marcantes, com visíveis influencias do puro New Metal.

Depois do vocalista Calone Monteiro dividir o palco com a Dark New Farm, os músicos florianopolitanos do Bonde do Metaleiro deram início ao seu show. A banda, já conhecida por sua típica irreverência, realizou uma apresentação repleta de diversão, bom humor e clássicos conhecidos pelo público. Músicas como “Diferentona”, “Fuck You Haters” e “Hino dos Virjão” não ficaram de fora do setlist.

A Eletromotriz trouxe músicas conhecidas, que compõem seu primeiro EP homonimo. Músicas como: “Serial Killer”, “Até Quando Suportar”, “Queda Livre”, inclusive cantada pelo público que aguardava a volta da banda. Destaque para “Cuzão” uma das músicas novas apresentadas pela banda. O sangue nos olhos dos membros, era evidente. Inclusive com equipamento da bateria voando. Com toda a certeza é um show que marca a volta de uma grande banda do cenário! (Resenha da banda Eletromotriz, por Maykon Kjellin - O SubSolo)

Pesado, bruto, violento, de Araranguá para Tubarão, eles trouxeram Heavy Metal com pegadas e passadas muito rápidas e bem trabalhadas eles iniciaram seu show com “Army of illusion” seguida de “Blast” e “And end to begin”. Destaque fica para a excelente e limpa apresentação de Zolfer Figueiredo que manteve o baixo sempre audível e destacável em cada som desempenhado naquela noite. (Resenha da banda Underworld Secret, por Iuri Cremo - Cultura Em Peso)

A única representante fora do estado era a Boca Braba HC de Viamão - RS, pela segunda vez em Santa Catarina. O grupo fez um show ímpar, caótico e destruidor ao colocar os headbangers presentes baterem cabeça e fazer grandes rodas e moshes. Um hardcore diferenciado lembrado por conter músicas de protestos e de descontentamento social, como “Proteste Porco”, faixa essa destinada para o atual governador do Rio Grande Do Sul que possui um grande descaso com seus funcionários públicos. Entretanto os gaúchos demonstraram todo o seu potencial ao exporem suas músicas do novo disco “Hardcore de Galpão” e do tradicional disco “Entre Ratos e Pulguedo”.


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista com a banda Haunter


A banda paulista de Heavy Metal Haunter concedeu uma entrevista ao Urussanga Rock Music. Confira abaixo um papo sobre os primórdios da banda, novos projetos e a volta dos músicos aos palcos!


De que forma ocorreu a criação da banda?
Haunter: A banda foi criada em Suzano, São Paulo, em meados 2012, alguns anos após o fim da banda Guilhotine, onde eu (Du Marques) conheci e trabalhei com o guitarrista Caio Santos. As primeiras músicas da Haunter eram composições da época da Guilhotine. A ideia a princípio era somente gravar e registrar estas composições, mas após liberar as músicas no Soundcloud e no Facebook, várias pessoas se interessaram pelo nosso trabalho autoral, o que me levou a buscar integrantes para transformar o projeto em uma banda de verdade. Em fevereiro de 2013 estreamos nos palcos tocando no Chão Selvagem em Suzano. Após diversas mudanças na formação e da saída do co-fundador Caio Santos, lançamos em 2015 o Single Bad Tide que foi lançado juntamente com seu videoclipe. Em 2016 lançamos o EP Haunted, que contava com os primeiros singles (gravados entre 2012 e 2013) remasterizados e o EP Divine Need, novamente com a participação do Caio nas composições e guitarras. Este EP também é marcado pela primeira participação do meu irmão Lucas Malegne, como compositor da faixa Unholy Gods.

Qual o significado da cognominação do grupo?
Haunter: A ideia da banda a princípio era explorar temas sobrenaturais e místicos como vida após a morte, espiritismo, contos e histórias de terror, lendas urbanas, etc, éramos uma banda conceitual, por assim dizer. Por isso o nome Haunter ("Assombrador") veio bem a calhar, ajudando a criar uma atmosfera mística e sobrenatural à banda. Mas com o passar do tempo começamos a abranger outros temas também, mas sem deixar este lado místico de lado.

Quais são as principais influências musicais para a Haunter?
Haunter: Temos muitas influências distintas. Nos primeiros anos da banda as minhas composições e as do Caio seguiam uma linha com fortes influências de Iron Maiden, Megadeth, Anthrax, Slayer, Arch Enemy, etc. No momento, provavelmente nossas principais influências sejam bandas nacionais como o Angra (talvez nossa maior influência), Shaman, Hangar e internacionais como Helloween, Hammerfall, Stratovarius, Nightwish entre outras várias bandas de power e heavy metal.

Em relação a composição, como ocorre o processo de elaboração das letras e do instrumental?
Haunter: Temos o hábito de compor sempre o instrumental primeiro. Durante os primeiros anos eu e o Caio compúnhamos juntos, ou o Caio muitas vezes já trazia as músicas prontas (instrumental, letra, melodias vocais, conceito). Recentemente (mas antes da entrada dos novos integrantes) eu e o Lucas temos cuidado das composições. Geralmente o Lucas compõe a parte instrumental e eu escrevo as letras e cuido do conceito, mas por algumas vezes alternamos estas funções. Com a chegada de novos integrantes provavelmente teremos grande participação destes músicos nas futuras composições. Porém, como as músicas que estão sendo produzidas para o álbum já estavam compostas e definidas, os caras têm participado da produção sem realizar grandes alterações na estrutura destas músicas, mas ao mesmo tempo sempre estamos discutindo e analisando cada música, cada um acaba dando sua cara para a música de acordo com suas técnicas, timbres, etc.

Quais são as temáticas recorrentes das letras?
Haunter: A princípio falávamos de assuntos sobrenaturais como vida após a morte, assombrações, possessões e outros temas obscuros. Posteriormente começamos a explorar outras temáticas, como o fanatismo religioso, guerras e conflitos pessoais, muitas vezes utilizando este conceito místico como plano de fundo, com o objetivo de expressar metaforicamente uma temática cada vez mais complexa, dando margem para diversas interpretações. Em nosso primeiro álbum, que está sendo produzido no momento, o conceito principal se concentra justamente na intolerância religiosa e cultural através da história, crimes e atrocidades cometidos pela igreja, perseguição a outras religiões, assassinatos e crimes cometidos em nome de Deus, temas atuais como a exploração do povo por seus líderes religiosos, conflitos e guerras criados por interesses políticos e religiosos que torna real a possibilidade de um verdadeiro armagedom com consequências catastróficas para toda a humanidade. 

Durante esses seis anos em atividade, quais os shows de maior destaque realizados pela banda?
Haunter: Apesar de estarmos afastados dos palcos desde o final de 2015, quando a banda contava com uma formação totalmente diferentes, realizamos diversos shows, normalmente com um bom público em diversas cidades paulistas. Penso que os melhores shows fizemos no Chão Selvagem (Suzano/SP) em 2013 e 2015. Mesmo palco por onde passaram bandas como Shaman, Raimundos, etc. O Show de 2013 foi muito especial por ser o show de estreia e com um grande público e o de 2014 aonde vivíamos uma das melhores fases da banda. Este show ficou marcado por ser o último show de nosso querido baixista na época, Carlos Henrique Lopes, que fatalmente faleceu um mês depois em um acidente de trânsito a caminho do estúdio. Foi um momento de grande tristeza para todos nós, integrantes daquela época. Porém, guardamos em nossos corações este show como o mais importante da história da banda.

Entre os Eps lançados e o novo álbum que ainda está sendo produzido, quais as semelhanças e diferenças entre esses trabalhos? E o que esse novo material poderá agregar na sonoridade da Haunter?
Haunter: Certamente existem muitas diferenças entre os trabalhos já lançados e o nosso primeiro álbum que está sendo produzido no momento. O primeiro EP contava com um compositor muito peculiar, como uma linha Thrash muito forte. As músicas soavam algumas vezes como um Thrash ou Heavy Metal, mas com um vocal melódico. O single Bad Tide foi criado com a participação de outros músicos como Kleber e Carlos Henrique Lopes. A música é marcada por melodias animadas e cativantes, contrastando com as melodias mais tristes e obscuras do início da banda. O trabalho apresentado em 2016 no EP Divine Need já demonstra uma maior semelhança com o álbum que está sendo produzido, tanto pela presença do Lucas como principal compositor, que incorporou muitas influências do Power e Melodic Metal à banda, quanto pela introdução do conceito a ser desenvolvido no trabalho atual. Porém, neste novo álbum certamente traremos uma mistura ainda mais rica de estilos que variam do Prog/Power e Speed ao Metal tradicional. Além disso, contamos com a contribuição dos novos integrantes, que são grandes músicos, na construção destas músicas, cada um com suas influências e técnicas particulares.

Além do lançamento do primeiro álbum, quais são os novos projetos para o futuro?
Haunter: Com a chegada dos novos integrantes, todos com uma mentalidade muito profissional em relação a administração da banda temos traçado objetivos a curto e médio prazo, os quais variam entre fazer alguns shows antes do lançamento do álbum ainda este ano, e uma turnê de lançamento do álbum provavelmente já no início de 2019, lançamentos de vídeos e de mídia física também estão nos planos da banda! Estamos com o pensamento de profissionalizar cada vez mais a banda Haunter, fazer parcerias, tocar o máximo que pudermos e pretendemos nos afirmar como um dos grandes nomes do Heavy Metal nacional da atualidade em um futuro próximo. Nós vemos a banda como um trabalho e não como um hobbie ou algo do tipo. E estamos trabalhando duro para alcançar nossos objetivos.

Sendo a banda fruto do estado de São Paulo, expoente de grandes nomes da música. Como vocês enxergam a cena musical atual na sua respectiva região?
Haunter: O Heavy Metal no Brasil ainda se limita muito ao Angra, Sepultura e derivados como bandas grandes e apesar de amarmos estas bandas, precisamos expandir nossos horizontes! A cena underground tem crescido, em São Paulo mesmo temos apreciado o surgimento de novas boas bandas que levantam esta bandeira e a não deixam morrer a cena, como o próprio Project46, Válvera e o Circo de Fantoches (banda do nosso baterista Vinicius Pontes). Acredito que houver um pouco mais de união por parte das bandas e demais envolvidos, acredito que cena rock/metal tende a crescer cada vez mais. Falta também um pouco mais de espaço nas grandes mídias para as bandas independentes. Em São Paulo algumas bandas vêm se destacando e aquecendo a cena, mas é preciso muito mais.

Qual a formação atual do grupo?
Haunter: A banda conta atualmente com Du Marques - Vocal, Lucas Malegne - Baixo, Augusto Pedroso - Guitarra, Wood Pedroso - Guitarra e Vinicius Pontes - Bateria. O guitarrista Kleber Lopes, que foi um dos compositores e guitarrista da Haunter entre 2014 - 2015 na época de Bad Tide deverá fazer uma participação no álbum. Também deveremos ter um tecladista convidado.

Para quem quiser acompanhar o trabalho de vocês, quais as plataformas virtuais da banda?
Haunter: Estamos em todas as principais mídias sociais incluindo Facebook, Youtube, Instagram, Tweeter, Soundcloud, Google +, OneRpm, Deezer e Spotify. Vocês podem nos encontrar buscando por Banda Haunter ou por nossos EPs já lançados: Haunted e Divine Need.

Agradecemos muito pela disponibilidade da entrevista, se puderem, deixem um recado para o pessoal que acompanha a Urussanga Rock Music!

Haunter: Em nome da banda Haunter eu agradeço muito a vocês do Urussanga Rock pela entrevista e peço para que as pessoas que nos acompanham ou que se interessarem pelo nosso trabalho nos sigam nas redes sociais, acompanhem a produção deste material que está sendo feito com muito carinho e empenho de todos nós. Nos ajudem compartilhando, curtindo, comentando, se inscrevendo em nosso canal no Youtube o mais importante: Comparecendo nos shows quando voltarmos aos palcos. Prometo que daremos 150% de nós para trazermos conteúdo de qualidade e fazermos shows muito especiais para vocês!!! Apoiem também as outras bandas do cenário nacional! Precisamos de mais união no meio, uma cena se constrói com várias bandas e precisamos que o público esteja sempre junto, apoiando os artistas do gênero como acontece em outros estilos musicais no Brasil.


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dark New Farm: vagas na excursão para primeira vez em Rio do Campo

Com mais uma viagem na rota dos farmers do New Metal, a Dark New Farm já está aquecendo os motores para a jornada que terá pela frente em junho. Entre os dias 8 e 10, a cidade de Rio do Campo receberá público de todo estado e região Sul do país para o Rock in Hell do Campo, e mesmo com dois shows a fazer antes do festival, a banda de Nova Fazenda está com os preparativos de pé para enfrentar os mais de 400km que terá pela frente. 



Em ação coletiva com as bandas The Undead Manz e Norium, que também estão no cast do Rock in Hell do Campo, uma excursão saindo de Criciúma, com passagem por Tubarão, Laguna, Imbituba e Florianópolis, irá levar as bandas e público que está interessado em passar um final de semana regado a tudo de melhor que um festival de rock pode oferecer. Assim sendo, o ônibus está com vagas abertas para aqueles que quiserem garantir um espaço para ir e voltar com tranquilidade do fest no interior catarinense.

Para reservar sua vaga, basta entrar em contato com uma das três bandas através de suas páginas no Facebook.


Acompanhe todos os detalhes do evento "Rock in Hell do Campo" pelos links:

Subsolo Rock Festival II: Litoral Sul em Chamas Novamente

O ano passado a mídia independente especializada O Subsolo realizou a primeira edição do festival homônimo O Subsolo Rock Festival, o evento angariou centenas de pessoas e proporcionou espaço para bandas como Dust Commando de Taquari – RS, Blood Eyes de Lages, Turn Off de Criciúma, Vetor Unitário de Tubarão, entre outros grupos. Na ocasião cabe destacar as peculiaridades, principalmente a pluralidade rítmica e de estilos e a predominância do rock autoral.



Para essa nova oportunidade, o Congas (Casa tradicional tubaronense) espera os headbangers, metalheads e roqueiros de portas abertas. O organizador Maykon Kjellin definiu criteriosamente os grupos que vão se apresentar, sendo eles, a banda Dark New Farm de Nova Fazenda/SC, Eletromotriz e Peltstrok de Garopaba – SC, O Bonde do Metaleiro de Florianópolis – SC, Cartamo de Lages – SC, Underworld Secret de Araranguá, Mary’s Secret Box de Laguna – SC e as gaúchas Boca Braba Hardcore de Viamão.

O dia 19/05 contará ainda com a cobertura das seguintes mídias, Urussanga Rock Music, Cultura em Peso, Skullto, Esporro Sonoro, Underground Extremo e A Hora Hard que farão uma análise minuciosa de tudo o que acontecerá no evento e exporão detalhe por detalhe em vídeos, resenhas, entrevistas e releases para fortalecer cada vez mais o cenário underground e independente. O compromisso com a seriedade, profissionalismo e comprometimento estarão lado a lado às bandas, à imprensa, aos produtores e organizadores.

Com seu jeito humorístico, sarcástico e envolvente, a O Bonde do Metaleiro pretende incendiar o palco do evento. O grupo florianopolitano de Metal Alternativo trará suas canções icônicas como “Diferentona”, “Foda-se O Sistema” e “Hino dos Virjão” e levarão o público ao êxtase com sua performance peculiar. A banda é composta por Calone Hoffmann (Guitarra e Voz), Norton Boulsfield (Baixo e Vocal) e Douglas Peres (Bateria e Vocal).

Araranguá também é terra de Metal e isso a Underworld Secret sabe fazer com perfeição. Depois da entrada de Fernando Becker (Gangrena Inc) aos vocais, o som do grupo passou a ter mais solidez, rispidez e peso, isso personificou no trabalho “Dead World” divulgado em 2017. Os músicos em sua trajetória ainda possuem um Ep denominado “An End To Begin”, qual teve a sua gravação um ano depois do surgimento da banda. A UWS como é conhecida tem seus pilares fortificados por Becker (Vocal), Marcelo (Guitarra), Rafael (Guitarra), Victor (Baixo) e Julian (Bateria).

Única representante de terras vizinhas, a Boca Braba Hardcore já conhece o espírito de fests catarinenses. O grupo gaúcho é conhecido por sua agressividade e celeridade de riffs além de letras pesadas e que falam sobre revoltas e questões sociais. Os músicos possuem dois materiais difundidos, sendo eles “Entre Ratos e Pulguedo” e “Hardcore de Galpão”.  A banda é composta por Vinicius Marques (Vocal), Douglas Cereja (Guitarra/Back Vocal), Higor Cavalheiro (Baixo/Back Vocal) e Luis Tiago (Bateria).

Os lageanos da Cártamo (antiga New Drive) descerão a Serra afim de levar o hardcore autoral aos palcos do Subsolo. No fim de 2017 os músicos lançaram seu primeiro trabalho com a nova formação, o EP intitulado “Poesias de Cárcere”. O mesmo conta com quatro músicas, “Outras Maneiras”, “Colateral”, “Tormento” e “Prisioneiro (Part. Arit)”. Vale ressaltar que a banda cedeu uma entrevista para Urussanga Rock Music ano passado. Os integrantes são: Emir Scoz (Vocal), Diego Anselmo (Guitarra), Douglas Fernandes (Guitarra), Jary Carneiro (Baixo) e Johnny Valle (Bateria).


É claro que a Dark New Farm não poderia ficar de fora desse evento. Os músicos de Nova Fazenda conquistam cada vez mais espaço na cena atual. Mesclando diversas referências musicais e um setlist com covers que vão de Drowning Pool à Sepultura, a banda se destaca pela temática conteúdista. Prova disso é “La Patria, La Fabula” (canção que acompanha um lyric vídeo), e a recente “Madre” que retrata violência doméstica. Dark New Farm é: Luiz Harley (Vocal), Sol Portella (Guitarra e Vocais), Vinicius Saints (Guitarra), Fabiano Hamed (Baixo) e Maykon Kjellin (Bateria).

Da cidade vizinha, a litorânea Imbituba, provêm os músicos da Mary's Secret Box. A banda que está na estrada desde 2009, foi fortemente influenciada pelo grunge nos seus primórdios, exibindo covers de Alice in Chains, Nirvana, Silverchair, Stone Temple Pilots e etc. Porém as músicas autorais trouxeram para a Mary’s Secret Box uma sonoridade mais próxima ao Stoner Rock e Metal Progressivo. Em 2012 lançaram de forma independente o álbum “Just”, e em 2016 adicionaram a sua discográfica o EP “Escravos do Tempo Contínuo e Lento”. A banda é composta por: Rafael Freitas (Vocal e Guitarra), Andrei Garcia (Baixo), Leandro Silveira (Bateria) e Felipe Madeira (Guitarra).

Na atividade há seis anos, a Eletromotriz será responsável por trazer eletricidade aos palcos. Os músicos de Garopaba possuem influências de clássicos como Black Label Society, Motorhead, Lynyrd Skynyrd, Pantera, Confronto e Ratos de Porão. Caracterizando-se pelas composições em português, em 2013 lançaram o EP homônimo “Eletromotriz” acompanhado do videoclipe da música “Serial Killer”. Os integrantes são: Duds (Guitarra), Quira (Baixo), Misa (Vocal) e Sid (Bateria).

terça-feira, 8 de maio de 2018

“Spiritus Immunde”: O Cinema Independente Pede Sua Ajuda

Provenientes de grandes obras como “Edgar e o Reino Submerso” e a “A Última Chama”, a produtora audiovisual Coração Delator traz à tona o curta “Spiritus Immunde” que está em campanha de financiamento coletivo via Catarse.



O trabalho exibe uma história de horror e suspense com a tentativa de prender o telespectador e atiça-lo a ingressar em uma atmosfera aterrorizante. A mesma se dá ao fato do personagem “Padre William” que busca uma tentativa de exorcizar o menino Samuel, todavia, isso dá errado e se transforma em algo trágico.

Com mais de 20 pessoas ativas na produção e preparação, o curta mantém a chama underground e independente e enfrenta uma série de dificuldades para a elaboração, e em virtude desses custos como figurino, maquiagem, equipamentos, etc.. fomentou-se a ideia de criar um crowndfunding para cobrir os gastos.

As filmagens e produções já estão em desenvolvimento e o filme terá sua estreia no 4° Curta Lages , amostra de cinema que será exibida ao término de agosto no Cinemark do Lages Garden Shopping e no Teatro SESC, ambos em Lages – SC.

O material tem um peso a mais já que o gênero do curta é o que inspirou o diretor Armin Daniel Reichert a ingressar no cinema visto que o mesmo se declara um nato fã da categoria.

Pelo fato do financiamento ser uma troca, há recompensas para a contribuição que vão desde nomes nos créditos, itens sobre os filmes, agradecimentos especiais, wallpaper, link de cenas exclusivas, pôster colorido, DVDs, camisetas e muito mais. Você pode acompanhar e contribuir através dos sites abaixo:

Página da Coração Delator Filmes: https://www.facebook.com/cdfilmes/

“Cada pessoa que colabora acaba se tornando de certa forma um membro da equipe, por que cada colaboração tem influência direta no resultado final do filme” (Jhulian Marques, assistente de direção e preparador de elenco).



quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dark New Farm: violência doméstica é protagonista de "Madre"


Feminicídio e violência doméstica ainda se fazem presentes nos lares brasileiros, sendo que diante dos casos de agressão, a maior parte ocorre dentro do ambiente domiciliar. Visando esse problema social, a banda Dark New Farm (Nova Fazenda – SC) lançou no último dia 18 o seu segundo single intitulado “Madre”.


A música tem como objetivo retratar a perspectiva de uma criança em relação aos casos de violência doméstica presenciados. Com riffs pesados somados a um vocal potente, os músicos expressam todo sentimento de fúria e indignação com uma letra carregada de intensidade. Tal como é possível notar nos versos “A maggot to be smashed, not so brave now? Come and try to hurt me, ‘cause I'll kill you, motherfucker”.

A banda também ressaltou a importância de posicionar-se contra a violência doméstica. Frisando que a denúncia pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres. A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.

“Madre” foi gravada no TG HomeStudio e conta com os teclados de Gustavo Schattschneider. A marcante arte do single ficou por conta de Mairon Alves.


Dark New Farm é:
Luiz Harley - Vocal
Sol Portella - Guitarra e Vocais
Vinicius Saints - Guitarra
Fabiano Hamed - Baixo
Maykon Kjellin - Bateria


domingo, 15 de abril de 2018

"Satan Smashes The Fascim": O Underground livre do Fascismo

O coletivo plural Movimento de Resistência Underground (MRU) divulgou nesse final de semana, a sua primeira coletânea, “Satan Smashes Fascism”.



O projeto idealizado por integrantes de bandas, zines, mídias, produtores e organizadores antifascistas tem o propósito de transmitir uma mensagem direta, de descontentamento com os pilares tradicionais do moralismo religioso e suas ramificações intolerantes. Como cita Julio Mangini (Professor, integrante da banda Antrochaotic e membro do coletivo) “Nem o mais otimista do movimento imaginaria a repercussão dessa coletânea de metal contra o fascismo causaria. Nós deixamos os conservadores falarem, porque eles estão irritados, muitos sequer fazem ideia do que seja o underground. De qualquer forma o público que queríamos atingir foi alcançado e muito além”.

Hoje com a crise do capitalismo, com a ascensão da extrema direita e com seu respectivo viés cristão, isso resvala na parte mais extrema da música, que é o Metal. Atualmente muitas bandas, hordas, grupos e eventos deturpam o ideal inicial de nomes consagrados no estilo e através de discursos de ódio, do politicamente incorreto e do pensamento clérigo se distanciam ainda mais da chama e do ideal anticristão e antimoral iniciais.

A capa da coletânea é uma das mais polêmicas, já que em sua arte elaborada por Paulo Kalvo traz explicitamente a figura de Satã esmagando a cabeça de um conhecido político que propaga ideias fascistas, homofóbicas, machistas, misóginas, racistas e defende um Estado cristão e ditatorial.

Para a primeira edição desse trabalho, 16 bandas nacionais de nove estados participaram. Sendo estas, a Morbid Prophecy, Antrochaotic, Vingador, Vulture, Violator, V.M.R, Terror Revolucionário, Trovador, Cracked Skull, Terrorcídio, Crematório, Imortal Perséfone, Psycophobia, Agnideva, Obskure e Aggression.

O grupo de Black/Death Metal Morbid Prophecy foi formado em 2017 e é originário de Belo Horizonte- MG. Os músicos tem um Ep lançado denominado “Thou Shalt Die”, o qual possui cinco faixas “Intro: You’re Going To Die”, “A False Day Of Peace”, “The Lake Of Memory”, Hellbound Theollogians” e “The End Of All”. Os integrantes são Mateus Pedroza (Bateria),  Sanzio Rocha (Guitarra), Julio Cesar (Guitarra), Jusmar (Teclado) e Glauber Ataide (Vocal e Baixo).

Proveniente no underground desde 2002, os matogrossenses da Antrochaotic também fazem parte da coletânea. A banda de Death Metal possui uma demo lançada em 2003 e recentemente um outro trabalho intitulado “Antifa Manifesto”, material este que tem cinco canções, “Introdução”, “My Hate To The Flags”, “Direito e Privilégio”, “Democracity” e “Swami Vivekanda”. Os músicos são Julio Mangini (Baixo e Vocal), Leon Pio (Guitarra), Camilo Saes (Bateria) e Jossan Petrenko (Baixo).

Uma das bandas mais influentes do cenário brasileiro de Heavy/Thrash Metal, a carioca Vingador é mais um nome que traz temáticas sociais, de descontentamento e revolta. O grupo já possui quatro materiais, sendo um live álbum "Underground Vive”, um full length “Dark Side”, um single “Old Rituals Of Death” e um Ep difundido em 2016 chamado “Let The Hate Flow”. Os integrantes são Diego Neves (Baixo e Vocal), Alexandre Cabral (Guitarra e Vocal) e Mad (Bateria).

Com 23 anos de estrada, a Vulture é um clássico nacional do Death Metal. Sempre com ideias niilistas, misantrópicas e anticristãs, os paulistas Adauto Xavier (Vocal e Guitarra), Yuri Schumamn (Guitarra e Vocal), André Xavier (Bateria) e Max Schumamn (Baixo e Vocal) trazem em sua essência o metal extremo antifascista. O grupo já lançou doze materiais, incluindo demos, eps, full length e split, dentre os mais conhecidos, destacam-se os icônicos “Through The Eyes of Vulture” e “Destructive Creation”.

A brasiliense Violator traz o Thrash Metal violento através de suas letras contendo mensagens politizadas acerca de questões históricas e do momento atual enfrentado no país. Vale ressaltar que os músicos têm duas obras primas do Metal brasileiro, o “Chemical Assalt” e o “Scenarios Of Brutality”. O grupo é composto por Batera (Bateria), Capaça (Guitarra), Poney (Vocal e Baixo) e Marcio Cambito (Guitarra).

O V.M.R (Vanguarda Metal Revolucionária) é um projeto idealizado por integrantes de bandas paulistas que tem o intuito de transpassar mensagens de conscientização política, de anticonservadorismo, antifascismo ao quebrar a visão totalmente reacionária do Metal. O grupo tem divulgado alguns trabalhos como o EP “Comunismophobia” e os “Metal Comunista” e “Batismo de Sangue”. Ela é composta por Juca (Baixo), Mindu (Bateria), Edoom (Guitarra) e Mosh X (Vocal).

O Punk/Crust estão representados pela Terror Revolucionário. Os brasilienses estão ativos desde 1999 e já participaram de várias coletâneas como “Atitude Vol.3”, “O Progresso da Regressão”, “Noise For Death 3”, “Tributo ao Rock Brasília” e “1° Festival Mundano” além de divulgar seu álbum “Mr Crack” de 2014. O grupo conta com Fellipe CDC nos vocais, Barbosa Osvaldo nas guitarras, Drikaos no baixo e Jeff Hellmatismo na batera.

A pernambucana de Death Metal, Trovador exibe a chama da morte e da heresia. O grupo formado em 2016 é composto por Jeff The Killer (Baixo), Guilherme Silva (Guitarra) e Nekrotavio (Vocal). A mesma obtém em sua discografia, dois materiais, o EP “O Abominável Espetáculo” e o single “Julgamento do Cadáver”.

Para a rachar a cabeça dos reaças, a Cracked Skull também se faz presente no material. O grupo de Death Metal mineiro iniciou suas atividades no ano de 2014 e rapidamente ingressou-se como uma das melhores bandas do cenário underground. A banda possui dois videoclipes “Fascism” e “Dark 1964” além do full length “Social Disruption” que obtém nove faixas. O grupo é composto por Clênio (Baixo e Vocal), Tarciso (Guitarra) e Marco Túlio (Bateria).

Com um Brutal Death Metal, a Terrorcídio surge do DF para atormentar a família tradicional brasileira. O grupo surgiu em 2009 e angaria dois materiais, a demo “Tormento” e o álbum homônimo “Terrorcídio” que contém onze faixas, inclusive “Em Nome do Caos” canção esta presente em um videoclipe no YouTube. A banda é composta por Wesley (Guitarra), Paulo Heavy (Vocal e Baixo) e Jesus (Bateria).

De Black/Thrash Metal, a Crematório de Divinópolis – MG formada em 2015 traz a celeridade e rapidez através dos seus riffs agressivos. Os músicos que compõe a horda, são Gabriel Pereira (Baixo), Chegado (Bateria), Joao Victor (Guitarra) e Ana Pedrosa (Vocal). Os trabalhos lançados são as demos “Incineração Bestial” e “Genocídio Animal”.

Uma das principais bandas de Black Metal gaúcho, a Imortal Perséfone personifica o satanismo, a guerra e o anticristianismo através de suas letras blasfemas. O grupo de Novo Hamburgo é composto por Mephistopheles (Bateria), Évora Morgana (Guitarra), Lucifugo (Vocal) e Erebus Humberaht (Baixo) e possuem em sua trajetória os trabalhos, “Ritos Macabros da Morte”, “Agony In The Profundis Abbys” e o disco “Celebração no Inferno”.

A Psycophobia de Novo Hamburgo é outra horda da integrante Évora Persefone (Guitarrista) que juntamente de Eduardo dos Santos Raymundo (Bateria), Felipe Oliveira (Vocal) e de Andryw Vodrygues (Baixo) trazem a precisão, a destruição e o caos do Death/Black Metal. A banda tem como trabalho o full length “Devilish Kiss Of Death” contendo doze canções.

A Paraíba também a sua representante, o grupo de Black Metal Agnideva. Formada em 2014 por cinco amigos, a banda ressalta o ocultismo e o anticristianismo que estão vividamente presente no disco “Kaliseva” que exibe oito músicas. Ela é composta por Decapitator (Bateria), Necrovomit (Guitarra), Christianicide (Guitarra), Nightmare (Vocal) e Anguis Infernalis (Baixo).

Uma das bandas mais antigas e influente do Death Metal Melódico, a cearense Obskure está no material do MRU. Com quase 30 anos de estrada, os músicos têm em seu âmago o descontentamento, a revolta, a chama anticristã e a heresia espalhado em seus vários trabalhos divulgados, como o destruidor “Overcasting” e o caótico “Dense Shades Of Mankind”. Atualmente a banda conta com Daniel Boyadjian (Guitarra), Fabio Barros (Teclado), Germano Monteiro (Vocal), Jolson Ximenes (Baixo), Amaudson Ximenes (Guitarra) e Mardonio Malheiros (Bateria).

Do Mato Grosso do Sul, a Aggresion mistura o ódio, a misantropia, a blasfêmia, a bruxaria e o esoterismo em suas letras anticristãs. O grupo de mais 15 anos tem seu legado através de três discos, sendo eles “Murmúrios Blasfêmicos”, “Forja Infernal” e recentemente o “Revoada de Bruxas” que contém cinco faixas, “Endemoniados na Luxuria”, “Possessões Satânicas”, “Arqueiros”, “Sabá das Parteiras” e “Maleficarum”. A horda é formada por Eduardo Sparremberg (Vocal e Baixo), Adriano Caverna (Guitarra) e Felipe Terrordeath (Bateria).

A Urussanga Rock Music presta total apoio ao movimento e em sua essência compartilha das mesmas ideologias e visões se opondo a qualquer tipo de moralismo cristão. Juntamente com o M.R.U, a mídia visa a resistência contra qualquer tipo de preconceito, sendo estes de cunho homofóbico, machista, fascista, nazista, integralista, racista ou sobre qualquer outro tipo de discriminação. 


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