quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Frai'n Hell Rock Festival: Reacendendo a Chama dos Festivais Lageanos (Parte 1)

A segunda edição do Frain Hell Rock festival aconteceu a todo vapor. O palco do grande espetáculo fora o Refúgio do Lago, tradicional pousada que já recebeu o Orquídea Rock Festival em suas edições.



O evento organizado por Bruna Búrigo angariou centenas de pessoas, 23 bandas de quatro estados sendo eles SC, RS, PR e SP além de culinária vegana, bancas de merchans, bangalôs, áreas para o camping, uma ampla estrutura de sonorização e tendas e uma paisagem exuberante da natureza.

O sábado começou destruidor com a Plunder subindo ao palco. O show dos lageanos foi marcado pela técnica sempre presente, pelos riffs rápidos e pelo repertório autoral já conhecido como “I Died”, “Poor Devil”, “Evil Daw”, “Ghazi” e “Plunder”. O pequeno atraso tampouco fora notado, porque a galera começou a regressar à frente do palco a cada música reproduzida.

Trazendo o Black Metal, a lageana Conspiracy 666 literalmente blasfemou. Os músicos mesclaram canções autorais como “The Blasphemy Guardian”, “Diabolical Revelation”, “The Last Tyrant”, “My Soul Dressed In Ice”, “The Legions Of The Profane Darkness”, a homônima “Conspiracy 666” e “The Age Of Golgota” além de covers de bandas referências para a musicalidade de cada um.

Originária de Caxias do Sul – RS, a Hon-Ra surpreendeu a todas as pessoas presentes. O Death Metal cru, a voz rouca e forte de Jener, os riffs de Wagner e a cada baqueada de Rodrigo foram fatores que influenciaram ser uma das potências sonoras do sábado. As músicas “Black Angel”, Lord Of War”, “God And The Cross”, “Somewhere In The Sun”, “From The Shadows In The Depths”, “Demons On The Run”, “Evil Shadows” e “Honor” representaram a identidade do grupo caxiense.

Renomada em todos os cantos do sul do Brasil, a Red Razor acabou de vir de uma turnê do Norte/Nordeste o qual foram muito bem recebidos. Para o Frai’n Hell o grupo apostou novamente em sua qualidade habitual desenvolvida através do Thrash Metal proporcionando intensos moshs, as clássicas “Wish You Were Beer”, “Napalm Pizza”, “Red Razor” e “Beer Revolution” não puderam deixar de faltar no line-up da banda.

Apresentada como quinta atração, a Vomitfication era uma das mais antigas. O grupo muito bem reconhecido no estado, donde pode tocar em Florianópolis, Joinville, São Miguel do Oeste e outras cidades subiu ao palco pela primeira vez na capital do Planalto Serrano. Os paranaenses exibiram “Brutal Fuck Through Black Necropsia”, “Fuck Off Bastards, The Real Face Of Creation”, “Bestial War Fuck”, “Sexual Demoniac Invocation”, a clássica “Astral Inferno” entre outras. Do início ao fim foi uma espécie de brutalidade sonora.

Uma mistura de Death Metal, Heavy Metal e Thrash Metal só podia dar em coisa boa. Assim foi o show da Skombrus de Florianópolis – SC, os também estreantes fizeram uma exibição destruidora com diversas músicas contidas no último álbum “Betrayal Of The Breed”, como “Aim The Head”, “Crack Massacre”, a homônima “Betrayal Of The Breed” entre outras canções.

A Silent Empire apresentou-se pela primeira vez na região serrana. Os músicos estão na fase do processo de desenvolvimento de seu novo álbum, “Dethronement Off Al Icons” e reproduziram alguns sons que farão parte do full length, todavia os criciumenses executaram canções conhecidas pelo respectivo público que os acompanha, como “Self Preservation Is The Key”, “Deadly Fuckin Assembly”, “Hail The Legions” e “Destroy Doctrine Divine”. O vocal árduo do Ivan complementado ao instrumental frenético levaram os amantes do metal a se destruírem literalmente em grandes rodas de mosh.

Personificada como um Rock Malandro, a Médicos de Cuba subiu ao palco para apresentar o seu respectivo trabalho, os curitibanos expuseram músicas como “Arquiteto”, “Vagabundo”, “Jesus de Fora” entre outras canções conhecida pelo seu público. O show foi marcado por agitações e mesclas de estilos e ritmos dentro das vertentes do rock.

E ao falar em mescla, a Krucipha praticamente encantou a todos com o Groove Metal, com os instrumentos peculiares e com a mescla do Metal com padrões rítmicos. As músicas exibidas foram “Indigenous Self”, “Reason Lost”, “Acceptance”, “FOMO”, “Victimia”, “Mass Catharsis”, “Affordiction” entre outras. Durante todo o espetáculo, o público ficou atônito e maravilhado com a performance do grupo.

As danças celtas, os trenzinhos, as bebedeiras, as brincadeiras e os moshs irlandeses tomaram conta de Lages – SC. A Captain Cornelius expôs toda a sua peculiaridade exibindo um show divertido, dançante, animado e regado a muita cerveja. Os riosulenses tocaram covers de muitas músicas famosas e adaptações.

Outro peso-pesado era a Horror Chamber de Death Metal, o grupo advindo de Canoas – RS deixou o palco pequeno com a apresentação recheada de riffs brutais, intensos, sólidos e ríspidos. Canções como “Eternal Torment”, “Work Slave”, “Rise Of The Dead”, “Clown Killer”, “Dawn Of Madness”, “Blood Obsession” e “Perverse Mind” foram as autorais que os gaúchos expuseram.

Na madruga houve espaço para o Doom Metal e a Lacrimae Tenebris não decepcionou. Timóteo, Max e Felipe chegaram de Curitiba e transformaram o Frain Hell Rock Festival num caos arrastado e cadenciado. “Estigma”, “Casa de Espelhos”, “In Solitude”, “Ubir Est Tristis” e “Lacrima” foram os sons executados pelos paranaenses.

Logo depois da entrevista conosco, a horda lageana The Torment se apresentou pela segunda vez no Frai’n Hell Rock Festival uma vez que já havia participado da primeira edição. Os músicos tiveram atitude e coragem para queimar uma camisa da banda de Black Metal Mork Visdom de São Paulo (Banda essa que o vocalista foi acusado de agressão a mulher) e realizar pirofagias com muita heresia. As músicas autorais tocadas foram “The Torment”, “Blood And Death”, “Killer Off Fire”, “Black Soldier Of War”, “Ritual”, “March Of The Black Goat Warriors”, “Strengthened By Darkness” e “Dead Warrior Of Darkness.


O encerramento contou com outra já conhecida do evento, a Misanthrope de Curitibanos que teve a difícil missão de segurar o público acordado e assim o fez tocando os melhores clássicos do Death com o sol nascendo. 

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