terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Nekrós: A Candle In The Dark (2017)

A Nekrós é um dos grupos mais antigos de Criciúma. O grupo surgiu em 2001 com o intuito de resgatar a essência de bandas setentista e oitentista do Heavy Metal. Eles carregam em sua vasta trajetória, uma épica apresentação juntamente com Eric Martin em Pomerode - SC em 2008, além da classificação no ano de 2011 para o Wacken Metal Battle, o qual vencera a etapa catarinense.



Os músicos no ano passado concluíram um novo passo para a Nekrós, o lançamento do primeiro full length denominado “A Candle In The Dark”, produzido de maneira independente e que possui sete faixas, sendo elas, “The Candle”, “Brutal Corporation”, “Kind Of”, “Exodus”, “Blank Slate”, “Holocaust” e “The Base”.

A primeira faixa é “The Candle” e rapidamente pode-se observar um nítido instrumental técnico alternando dentre os primeiros minutos da canção. Com 01:02 min, os vocais sólidos de Pablo Cardozo complementam a sonoridade e acentua-se através do refrão “Asking for an answer, all knowledge rises high, wisdom made of lies, comes to surround our life...” E por falar na composição, a letra questiona a forma com que as pessoas lidam com seus respectivos problemas, ao enfatizarem “deuses” como catalisadores dos mesmos, enquanto ficam à espreita e se afastam do conhecimento e da indagação ao continuarem a viver essa mentira “divina”.

De forma cadenciada, inicia-se a segunda faixa, “Brutal Corporation”. Novamente é notória a agudez e afinação das técnicas vocais de Pablo que com os riffs agressivos de Rob Brigido entram num caos surreal. Como não lembrar da faixa antiga dos criciumense “O Lado Negro da Face Escura da Morbidez Humana” a qual possui uma similaridade com a segunda faixa, já que a mesma expõe no verso “Go back home, tired mind, your work’s come to an end, go back home, tired mind, make another plan...” toda a misantropia e ódio das mentes insanas da Corporação Brutal.

“Kind Of” possui uma atmosfera peculiar ao tratar metaforicamente a ascensão da tecnologia através do sistema de software com toda a população mundial e seus respectivos “vírus” (supracitada como a religião) que paralelamente aos do computador atravancam a evolução e o desenvolvimento científico e psicológico. A sonoridade é caracterizada por manter riffs explosivos e céleres.

A quarta faixa “Exodus” difere-se das demais, porque em sua intro angaria versos da música “Dezessete e setecentos” do cantor Luiz Gonzaga. O ritmo do baião dançante se configurou ao Metal, já que com a junção dos mesmos denotou-se a pluralidade rítmica, todavia ao decorrer da canção os riffs ríspidos e agressivos foram transparecendo. O que casa muito bem com a composição da música, uma vez que a letra personifica uma realidade social desfavorecida e desigual que motiva o indivíduos a procurar meios de sobrevivência alternativos.

Consequentemente uma das melhores do disco, “Blank Slate” tenta nos impulsionar a indagar sobre questões humanas, ou seja, ressaltar os problemas atuais pútridos da sociedade, a disparidade da evolução e do crescimento em demasiado lugares e o retrocesso sociocultural em outros, o que impede a evolução pessoal e coletiva. A música traz o Heavy Metal clássico e riffs constantes e técnicos que vai ganhando peso a cada nota.

Veloz, catastrófica e rápida, assim são caracterizados os riffs da canção “Holocaust” juntamente com um coro pujante no refrão. A canção de forma direta exibe as mazelas da intolerância, do ódio, do genocídio, do antissemitismo através de holocaustos simbolizados pelo cristianismo.

Encerrando o disco, “The Base” é uma das mais pesadas dos mesmos, não só pelo instrumental que expõe uma sonoridade atroz, técnica e violenta, também pela introdução que mostra trechos do cotidiano do cidadão comum que acompanha jornais policiais como instrumentos de opressão, futebol, cerveja e veículos de imprensa tendenciosos. No seu corpo, a canção exibe como “A Base”, a inércia do indivíduo acomodado com sua pacata vida.

A banda se apresentará sábado no Metal Open Air em Criciúma. O evento acontecerá no próximo sábado (17) e contará ainda com as participações das bandas Silent Empire, Skombrus, Khrophus, Captain Cornelius, Norium, entre outras bandas. 

A Nekrós é composta por:
Pablo Cardozo (Vocal)
Robson Brigido (Guitarra)
Leandro Camelo (Baixo)
Patrício Junior (Bateria)

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